Time-lapse

Um dos vídeos em time-lapse mais fantásticos que eu conheço: ele nos dá a visão das estrelas enquanto a Terra gira. Incrível como as alterações que parecem sutis aos nossos olhos, como o movimento da Terra, do Sol ou das estrelas, tornam-se evidentes com o time-lapse.

Para quem não conhece, essa técnica é bem simples: basta uma câmera que suporte um aparelho temporizador para tirar várias fotos, durante um longo período de tempo (que podem ser muitas horas ou até dias).

Estas fotos são colocadas em um filme, onde cada imagem é mostrada por uma fração de segundo, dando a impressão de que tudo se move muito rápido e de que o tempo parece saltar.

Ainda falando em time-lapse, encontrei um belo vídeo produzido em outubro do ano passado pela NASA, com fotografias tiradas pela tripulação a bordo da Estação Espacial Internacional.

Ele mostra a Terra vista de cima (a uma altitude aproximada de 350 km) durante a noite, e nós podemos observar as luzes das metrópoles e as auroras boreais.

Earth | Time Lapse View from Space, Fly Over | NASA, ISS from Michael König on Vimeo.

As Auroras Polares

Uma “rachadura” no campo magnético da Terra abriu caminho para mais um “evento luminoso” durante a noite de 27 de fevereiro, na Groelândia, formando um dos mais belos espetáculos naturais. Essas luzes, que podem ser observadas em determinados meses nos céus noturnos das regiões polares (perto do topo do mundo), são chamadas de “auroras”.

Em latitudes do hemisfério norte o evento é conhecido como Aurora Boreal, e em latitudes do hemisfério sul, Aurora Austral. Ambas são chamadas de Auroras Polares.

Particularmente, acho um dos fenômenos mais fantásticos do Universo, por isso aproveitei a oportunidade para fazer o primeiro post do blog falando brevemente sobre a notícia e e sobre as auroras.

Como as auroras se formam?

Simplificando: o composto de brilho ocorre em função do contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta Terra. Mas, tal fenômeno não é exclusivo da natureza: é também reproduzível artificialmente por meio de explosões nucleares ou em laboratório.

As auroras lembram uma cortina de luzes tremulando no céu. Às vezes elas parecerem tocar o chão, mas na verdade, a aurora mais baixa se forma a cerca de 100 km da superfície, pelo menos dez vezes mais alto do que a altitude alcançada por jatos comerciais.

Curiosidades:

Algumas vezes, todas as cores da Aurora Boreal aparecem ao mesmo tempo, enfeitando o céu em tons de laranja, lilás, verde e vermelho, como um arco-íris noturno. Outras vezes, a aurora boreal forma apenas um véu de luminosidade esverdeada que invade o céu. Não há duas Auroras Boreais iguais.

Os asiáticos acreditam que quem tenha visto a Aurora Boreal viverá feliz o resto da sua vida. (E eu não duvido!)

As auroras boreais produzem-se tanto no Inverno como no Verão, mas são invisíveis à luz do dia e, por isso, não se veem no Verão.

As épocas em que há mais probabilidades de vê-las são em Setembro – Outubro e Fevereiro – Março, a partir das 9 da noite, sendo que a melhor hora é por volta das 23:30.

O evento não é exclusivo da Terra! É possível observá-lo em outros planetas do sistema solar, como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus.

E para terminar o post de hoje, um recente vídeo em time-lapse (imagens estáticas feitas a uma taxa de um quadro por segundo) do fenômeno, produzido em janeiro deste ano: