Nem as estrelas mais brilhantes vivem sozinhas S2

Foi o que constatou um estudo recente do ESO. O Very Large Telescope mostrou que a maioria das estrelas brilhantes e de massa elevada, responsáveis pela evolução das galáxias, não vivem sozinhas.

Quase três quartos destas estrelas têm uma companheira próxima (contestando antigas suposições). Só que a maior parte desses pares interage de forma pouco agradável: uma estrela pode “sugar” a massa de outra, e essa transferência de massa geralmente ocorre de forma violenta.

Segundo estudo de Selma de Mink, “se duas estrelas orbitam muito próximas uma da outra, poderão eventualmente fundir-se. Mas mesmo que isso não aconteça, uma das estrelas normalmente retira matéria da superfície da outra”.

Portanto, esses pares de estrelas podem, sim, se fundirem, formando uma única estrela, “até que a morte as separe”.

Foto Artística

Fonte: ESO

Missão Apollo 11: 43 anos

Há exatamente 43 anos, em 20 de julho de 1969, Neil Armstrong era o primeiro homem a pisar na Lua (?), dizendo a célebre frase “Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”.

A missão Apollo 11, tripulada pelos astronautas Neil Armstrong, Edwin ‘Buzz’ Aldrin e Michael Collins, no entanto, tem sido questionada por diversos pesquisadores, que coletaram indícios de fraude ao longo de quatro décadas.

A tão conhecida foto da pegada, por exemplo, foi contestada pelos pesquisadores, que afirmam que pegadas dificilmente se formariam na Lua, devido à ausência de umidade no nosso satélite natural.

A foto de Buzz Aldrin junto à bandeira dos Estados Unidos também foi questionada: a bandeira tremula na Lua, onde não existe vento. Sem falar nas sombras em direções diferentes.

Se tudo foi uma fraude, o que posso dizer é que foi muito bem arquitetada. Particularmente, prefiro acreditar que há 43 anos Armstrong pisava na Lua, sim (e que eu não fui iludida pela mídia durante esse tempo todo,rs).

Sua opinião: você acredita que a missão Apollo 11 realmente alcançou seu objetivo?

Um coração na Via Láctea <3

Sensibilizada pela chegada do Dia dos Namorados – e considerando que estou há um mês sem atualizar meu blog – resolvi publicar algo bonitinho hoje! 🙂

Julian Girard é um físico astrônomo que atualmente trabalha no ESO – European Southern Observatory, localizado no Chile. Com uma câmera (das boas!), uma pequena lanterna e um tripé, ele usou o efeito Light Painting e desenhou um coração no ar, criando essa imagem fofa.

Ao centro, podemos ver a bela galáxia Via Láctea, e no horizonte, à direita, os telescópios do observatório ESO, onde o astrônomo trabalha. E esse “brilho” à esquerda do ponto mais baixo do coração é um fenômeno chamado luz zodiacal, que ocorre quando a luz solar é espalhada por partículas de poeira em nosso sistema solar.

O “coração da Via Láctea” foi uma homenagem de Girard à sua esposa, que aceitou mudar-se para o Chile junto a ele, para que ele pudesse dar continuidade ao seu sonho com a astronomia. *-*

É muito amor…

Foto: http://bit.ly/LEDGBp

Fonte: ESO

Nebulosa de Borboleta

Bela, de forma delicada, semelhante a uma borboleta… Quem vê aparente serenidade não imagina que a temperatura dessa nebulosa é 35 vezes maior que a da superfície do Sol, superando 200 mil graus celsius.

Ela fica na constelação de Escorpião, a aproximadamente 4 mil anos-luz da Terra, e seu nome científico é NGC 6302. Esses raios brilhantes são uma corrente de radiação ultravioleta, desencadeada pelo gás super aquecido da nebulosa.

Parece muito louco: mas segundo pesquisadores, as “asas” podem conter carbonatos, o que significa uma evidência de água, em sua forma líquida, no passado.

É fascinante admirá-la. A uma distância de anos-luz, claro.

(Crédito: Nasa, Esa e A. Zijistra – UMIST, Manchester, UK)

E as Constelações?

Desde criança eu gostava de ficar horas olhando para o céu, todas as noites. No interior, ele é muito mais belo. Mas foi desde a noite de ano novo de 2001 que conheci as constelações: quando meu primo e eu sentamos na escada do jardim e começamos a divagar sobre as estrelas que enxergávamos, mas que poderiam nem estar mais lá.

Foi quando ele (nerd que sempre foi) começou a me mostrar algumas das constelações – aquelas que a estação e o céu de São Bernardo do Campo nos permitiam ver. Eu achei fascinante e passei as semanas seguintes tentando identificá-las, com um “mapa do céu” e uma lanterna na mão.

Um pouco mais

Os astrônomos da antiguidade imaginaram formar figuras de pessoas, animais e objetos com as estrelas (assim como, vez em quando, fazemos com as nuvens). E essas estrelas formavam as constelações que, segundo eles, poderiam ajudar a identificar as estações do ano e auxiliar os agricultores a plantar e colher no tempo certo.

Com o tempo (mas muuuito tempo), as constelações também mudam. Cada estrela do céu faz parte de uma constelação e, como sabemos, estrelas nascem e morrem.

Segundo a União Astronômica Internacional, existem 88 constelações, que auxiliam os astrônomos na busca por planetas, cometas e outros eventos espaciais. E há quem se oriente por elas, embora não seja tão fácil localizá-las no céu.

Entre as mais populares, aquelas que são conhecidas como as “estrelas do zodíaco”, que são:

  • Capricórnio
  • Aquário
  • Peixes
  • Áries
  • Touro
  • Gêmeos
  • Câncer
  • Leão
  • Virgem
  • Libra
  • Escorpião
  • Ophiuchus
  • Sagitário

A lista completa, com as 88, você pode conferir aqui.

Fonte: Space.com

A Super Lua

No último fim de semana o mundo parou para olhar (e fotografar) a Lua. O nosso satélite natural ficou maior e mais brilhante na noite de sábado e madrugada de domingo, atingindo seu perigeu – ponto em que fica mais próximo da Terra – às 00h35 (horário de Brasília).

Segundo a NASA, a Lua ficou 30% mais brilhante e aproximadamente 14% maior. A última “Super Lua” aconteceu em 2011, mas não atingia tais proporções há 18 anos.

Abaixo, uma seleção de fotos – as mais bonitas – da Super Lua pelo mundo. E obviamente, não coloquei a foto que tirei com a câmera de 3 megapixels do meu celular:

Cairo

Dubai

Jordânia

São Petesburgo

Rio de Janeiro

Arizona

Romênia

Toronto

Paris

Colorado

Fontes: Globo.com, Terra e NASA

O trânsito de Vênus

Um evento raro e histórico está para acontecer: o trânsito de Vênus. E se você quiser vê-lo, fique esperto, pois ele não vai se repetir em sua vida – a menos que você viva mais de 120 anos.

Vênus passará diretamente em frente ao Sol, a partir da perspectiva da Terra, aparecendo como um pequeno ponto que se move lentamente.

Se puder viajar, fique sabendo que o trânsito inteiro será amplamente visível do leste da Ásia, leste da Austrália, Nova Zelândia e oeste do Pacífico, bem como o Alasca, norte do Canadá e quase todos da Groenlândia.

E se não puder sair do Brasil – mas quiser muito presenciar o evento – vá para o extremo oeste, onde ele também será visível.

A última vez que o evento aconteceu foi em 2004, porém os trânsitos de Vênus têm um período variável, que pode ser em um intervalo de 8 anos até 121 anos. Mas é previsível e, segundo especialistas, acontecerá novamente somente em 2117.

Então marque no seu calendário: este ano, ele acontece do dia 5 de junho para o dia 6 do mesmo mês, e durará cerca de 7 horas. É a sua última chance! 🙂

Fonte: MSN

Planetário Prof. Aristóteles Orsini

Fiquei um tempo sem postar – motivos de saúde e correria do dia a dia – e voltei com vontade de postar um monte de coisas. Queria falar sobre o observatório La Silla, sobre a inauguração do planetário do ABC, sobre o trânsito de Vênus, mas vou acabar falando sobre o planetário de São Paulo porque já tinha um texto quase pronto (hehe).

Se você curte astronomia, tecnologia, ou gosta de ficar contando estrelas, precisa conhecer o Planetário Prof. Aristóteles Orsini: ele é dotado de modernos projetores que permitem avistar o céu.

O StarMaster, por exemplo, é um projetor fabricado pela Carl Zeiss que tem capacidade de avistar o céu de qualquer ponto conhecido do universo. E por usar sistema de projeção de fibra óptica, as estrelas são reproduzidas em cor e brilho reais.

Além disso, o planetário – que é o primeiro da América Latina – tem projetores periféricos que são capazes de trazer as imagens captadas pelo telescópio Hubble e satélites da NASA. Quando fui pela primeira vez, confesso que me surpreendi: a projeção das estrelas e nebulosas é perfeita, de encher os olhos. Uma verdadeira viagem pelo Universo!

Vale dar um pulinho lá! 😉

Planetário e Escola  Municipal de  Astrofísica  Prof. Aristóteles Orsini
Horário: sábados, domingos e feriados, com sessões às 11h (apresentação voltada para as crianças) e às 15h (pra gente mesmo!).
End.: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 10 (para pedestres) ou portão 3 para estacionamento, com uso de cartão zona azul  – Parque do Ibirapuera, zona sul, São Paulo (cerca de5 Km do Metrô Santa Cruz)
Tel.: (11) 5575-5206

A rosa do espaço

Há alguns dias falei sobre a minha nebulosa preferida, a Carina, e hoje falo um pouquinho sobre a bela Roseta, também conhecida como Caldwell 49.

Como o próprio nome diz, a Nebulosa Roseta assemelha-se a uma rosa e pode ser vista com um pequeno telescópio, apontando-o na direção da constelação de Monoceros, o Unicórnio.

Ela está localizada a aproximadamente 5 mil anos-luz de distância da Terra, possui pouco mais de 130 anos-luz de diâmetro de ponta a ponta e quase 10 mil massas solares em todo seu sistema.

As “pétalas” desta rosa são berçários de estrelas, organizadas de forma encantadora e esculpidas pelos ventos e pela radiação emitida pelo aglomerado de jovens estrelas ao centro da nebulosa.

O maior telescópio do mundo

O maior telescópio do mundo vem aí! Ou melhor, ficará pronto somente daqui a oito anos. Estou falando do Telescópio Gigante Magalhães (GMT, na sigla em inglês).

Ele está sendo construído na Universidade do Arizona, nos EUA, e será instalado no topo da montanha Las Campanas, no norte do Chile.

O telescópio Magalhães é maior que qualquer outro já existente. Graças a ele, os cientistas poderão obter imagens mais nítidas dos planetas que orbitam ao redor de estrelas, das galáxias, dos buracos negros e da natureza da matéria escura que permeia o Universo.

E eu espero que daqui a oito anos eu tenha dinheiro suficiente para poder conhecê-lo! Hahaha