to reflect…

carl sagan

O nitrogênio em nosso DNA,
o cálcio em nossos dentes,
o ferro em nosso sangue,
o carbono em nossas tortas de maçã
foram produzidos no interior de estrelas em colapso.
Nós somos feitos de matéria estelar.

– Carl Sagan

Anúncios

Solar System Scope

Um simulador do sistema solar em 3D interativo e intuitivo. Com o Solar System Scope é possível observar os planetas e a distância entre eles, escolher ângulos, dar zoom, e alternar entre visão heliocêntrica, geocêntrica e panorâmica.

E para quem quer se aprofundar um pouco mais, o site ainda oferece opções como visualização de constelações, nomes de estrelas e suas posições ao longo do tempo.

Foram usados cálculos da NASA para que a posição dos objetos celestiais fosse precisa nesse “planetário virtual”. Tudo o que você precisa para navegar é ter a última versão do Adobe Flash Player instalado em sua máquina.

E se você estiver à toa e com vontade de voar com sua nave entre os planetas, ainda pode jogar Ace of Space! 😛

O “Alfabeto Galáctico”

Hey, você que se acha o máximo porque monta frases com sopa de letrinhas: fraco.

Membros (voluntários de todo o mundo!) de um projeto online chamado Galaxy Zoo analisaram e classificaram galáxias conforme seus formatos, criando o “Alfabeto Galáctico”. O trabalho é bem interessante e já encontraram equivalentes galácticos de todas as letras, de A a Z.

No próprio site do projeto Galaxy Zoo, você pode criar palavras com as galáxias (e sim,  são fotos reais!), além de encontrar imagens e entender um pouquinho mais sobre a formação e a classificação das mesmas.

Mas é claro que não é só brincadeira: o trabalho vem ajudando os cientistas com insights importantes sobre a formação e evolução dessas coisinhas lindas do Espaço.

“I can see my house from here”

Achei a ideia interessante, espero que curtam – ou quem sabe, participem! 🙂

Já escrevi meu nome lá! 😛

Sobre Saturno e o meu fim de semana

Um telescópio Meade, uma velha câmera, um iPad (munido de bússola) e uma série de aplicativos indicando as constelações, planetas e nebulosas visíveis no sábado à noite: assim foi o fim de semana na casa do meu primo, Gabriel.

Nossa real intenção era assistir à chuva de meteoros, mas o que aproveitamos mesmo foi o lindo céu que fazia em São Bernardo do Campo e a posição favorável dos planetas mais brilhantes naquele dia. E a estrela do dia – ou melhor, o planeta da noite – não poderia ser ninguém menos que ele, the lord of the rings, Saturno! Imaginá-lo já é fascinante: Saturno é o meu planeta preferido (ok, depois da Terra), e o mais belo e misterioso do Sistema Solar.

Vê-lo através do telescópio foi sensacional e único. Você olha por uma lente minúscula – porém potente – e lá está ele, exibindo seus anéis, a mais de um bilhão de quilômetros do nosso planeta.

Tentamos tirar algumas fotos, mas foi difícil. Sabemos que no Google há milhares de fotos maravilhosas de Saturno, e sabemos que a nossa está sem foco, com péssima qualidade. Mas sabemos também que é real, e foi a gente que tirou! Hehehe

Eu não vou perder, e você?

Eu não vou perder, e você?

Neste fim de semana acontecerá, segundo a NASA, a “melhor chuva de meteoros” do ano de 2012. E também será possível observar alguns planetas, os mais brilhantes do sistema solar, incluindo Júpiter e Vênus.

O melhor momento para observar é após às 22 horas. Basta deitar no chão e olhar para o céu em um lugar pouco iluminado! 🙂

Nem as estrelas mais brilhantes vivem sozinhas S2

Foi o que constatou um estudo recente do ESO. O Very Large Telescope mostrou que a maioria das estrelas brilhantes e de massa elevada, responsáveis pela evolução das galáxias, não vivem sozinhas.

Quase três quartos destas estrelas têm uma companheira próxima (contestando antigas suposições). Só que a maior parte desses pares interage de forma pouco agradável: uma estrela pode “sugar” a massa de outra, e essa transferência de massa geralmente ocorre de forma violenta.

Segundo estudo de Selma de Mink, “se duas estrelas orbitam muito próximas uma da outra, poderão eventualmente fundir-se. Mas mesmo que isso não aconteça, uma das estrelas normalmente retira matéria da superfície da outra”.

Portanto, esses pares de estrelas podem, sim, se fundirem, formando uma única estrela, “até que a morte as separe”.

Foto Artística

Fonte: ESO

Um coração na Via Láctea <3

Sensibilizada pela chegada do Dia dos Namorados – e considerando que estou há um mês sem atualizar meu blog – resolvi publicar algo bonitinho hoje! 🙂

Julian Girard é um físico astrônomo que atualmente trabalha no ESO – European Southern Observatory, localizado no Chile. Com uma câmera (das boas!), uma pequena lanterna e um tripé, ele usou o efeito Light Painting e desenhou um coração no ar, criando essa imagem fofa.

Ao centro, podemos ver a bela galáxia Via Láctea, e no horizonte, à direita, os telescópios do observatório ESO, onde o astrônomo trabalha. E esse “brilho” à esquerda do ponto mais baixo do coração é um fenômeno chamado luz zodiacal, que ocorre quando a luz solar é espalhada por partículas de poeira em nosso sistema solar.

O “coração da Via Láctea” foi uma homenagem de Girard à sua esposa, que aceitou mudar-se para o Chile junto a ele, para que ele pudesse dar continuidade ao seu sonho com a astronomia. *-*

É muito amor…

Foto: http://bit.ly/LEDGBp

Fonte: ESO

Nebulosa de Borboleta

Bela, de forma delicada, semelhante a uma borboleta… Quem vê aparente serenidade não imagina que a temperatura dessa nebulosa é 35 vezes maior que a da superfície do Sol, superando 200 mil graus celsius.

Ela fica na constelação de Escorpião, a aproximadamente 4 mil anos-luz da Terra, e seu nome científico é NGC 6302. Esses raios brilhantes são uma corrente de radiação ultravioleta, desencadeada pelo gás super aquecido da nebulosa.

Parece muito louco: mas segundo pesquisadores, as “asas” podem conter carbonatos, o que significa uma evidência de água, em sua forma líquida, no passado.

É fascinante admirá-la. A uma distância de anos-luz, claro.

(Crédito: Nasa, Esa e A. Zijistra – UMIST, Manchester, UK)

E as Constelações?

Desde criança eu gostava de ficar horas olhando para o céu, todas as noites. No interior, ele é muito mais belo. Mas foi desde a noite de ano novo de 2001 que conheci as constelações: quando meu primo e eu sentamos na escada do jardim e começamos a divagar sobre as estrelas que enxergávamos, mas que poderiam nem estar mais lá.

Foi quando ele (nerd que sempre foi) começou a me mostrar algumas das constelações – aquelas que a estação e o céu de São Bernardo do Campo nos permitiam ver. Eu achei fascinante e passei as semanas seguintes tentando identificá-las, com um “mapa do céu” e uma lanterna na mão.

Um pouco mais

Os astrônomos da antiguidade imaginaram formar figuras de pessoas, animais e objetos com as estrelas (assim como, vez em quando, fazemos com as nuvens). E essas estrelas formavam as constelações que, segundo eles, poderiam ajudar a identificar as estações do ano e auxiliar os agricultores a plantar e colher no tempo certo.

Com o tempo (mas muuuito tempo), as constelações também mudam. Cada estrela do céu faz parte de uma constelação e, como sabemos, estrelas nascem e morrem.

Segundo a União Astronômica Internacional, existem 88 constelações, que auxiliam os astrônomos na busca por planetas, cometas e outros eventos espaciais. E há quem se oriente por elas, embora não seja tão fácil localizá-las no céu.

Entre as mais populares, aquelas que são conhecidas como as “estrelas do zodíaco”, que são:

  • Capricórnio
  • Aquário
  • Peixes
  • Áries
  • Touro
  • Gêmeos
  • Câncer
  • Leão
  • Virgem
  • Libra
  • Escorpião
  • Ophiuchus
  • Sagitário

A lista completa, com as 88, você pode conferir aqui.

Fonte: Space.com