Um lago que brilha?

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Trata-se de um fenômeno que aconteceu nos lagos Gippsland, em Victoria, na Austrália. Embora o evento da bioluminescência tenha acontecido no Verão de 2008/2009, ainda hoje é possível ocorrer, em condições adequadas.

Acredita-se que, devido aos quase 70 incêndios que aconteceram em 2006, a área da bacia para os lagos Gippsland tenha sido afetada. E depois dos incêndios, as chuvas de 2007 chegaram tão intensas que provocaram inundações.

Essas condições provocaram a mistura da água salgada do mar com a água doce do lago, causando um surto de algas verde-azuladas.

Tais algas tinham um efeito fluorescente e, cada vez que as águas se agitavam por qualquer motivo, desde uma quebra de onda ou mesmo por alguma pessoa que atrapalhasse a tranquilidade das águas, a luminosidade aumentava.

Lindo, não?

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Via Minilua

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A Super Lua

No último fim de semana o mundo parou para olhar (e fotografar) a Lua. O nosso satélite natural ficou maior e mais brilhante na noite de sábado e madrugada de domingo, atingindo seu perigeu – ponto em que fica mais próximo da Terra – às 00h35 (horário de Brasília).

Segundo a NASA, a Lua ficou 30% mais brilhante e aproximadamente 14% maior. A última “Super Lua” aconteceu em 2011, mas não atingia tais proporções há 18 anos.

Abaixo, uma seleção de fotos – as mais bonitas – da Super Lua pelo mundo. E obviamente, não coloquei a foto que tirei com a câmera de 3 megapixels do meu celular:

Cairo

Dubai

Jordânia

São Petesburgo

Rio de Janeiro

Arizona

Romênia

Toronto

Paris

Colorado

Fontes: Globo.com, Terra e NASA

O trânsito de Vênus

Um evento raro e histórico está para acontecer: o trânsito de Vênus. E se você quiser vê-lo, fique esperto, pois ele não vai se repetir em sua vida – a menos que você viva mais de 120 anos.

Vênus passará diretamente em frente ao Sol, a partir da perspectiva da Terra, aparecendo como um pequeno ponto que se move lentamente.

Se puder viajar, fique sabendo que o trânsito inteiro será amplamente visível do leste da Ásia, leste da Austrália, Nova Zelândia e oeste do Pacífico, bem como o Alasca, norte do Canadá e quase todos da Groenlândia.

E se não puder sair do Brasil – mas quiser muito presenciar o evento – vá para o extremo oeste, onde ele também será visível.

A última vez que o evento aconteceu foi em 2004, porém os trânsitos de Vênus têm um período variável, que pode ser em um intervalo de 8 anos até 121 anos. Mas é previsível e, segundo especialistas, acontecerá novamente somente em 2117.

Então marque no seu calendário: este ano, ele acontece do dia 5 de junho para o dia 6 do mesmo mês, e durará cerca de 7 horas. É a sua última chance! 🙂

Fonte: MSN

As misteriosas Nuvens Noctilucentes

Você já deve ter ouvido falar sobre as Nuvens Noctilucentes (brinks!). Eu também não conhecia esse fenômeno até a semana passada. Mas como achei um belo espetáculo natural, resolvi compartilhar.

Nuvens Noctilucentes (ou com “brilho noturno”) surgem no céu em algumas noites e em outras desaparecem por completo. Elas se formam tão alto (a uma altura entre 75 mil e 85 mil quilômetros, numa camada atmosférica chamada mesosfera) que continuam a receber a luz do Sol mesmo após o entardecer.

Suas cores podem variar: algumas aparecem em tons de azul, outras são prateadas ou até mesmo alaranjadas, mesmo sendo noite.

Ao contrário das nuvens comuns, que se formam com vapor de água condensado, estas são formadas com cristais puros de gelo e também com gelo em grãos de poeira – poeira que pode ser originária de asteroides ou liberada por vulcões.

O fenômeno vem acontecendo com maior frequência nas últimas décadas e, segundo alguns cientistas, pode ser consequência do aumento da concentração de gases estufa em altitudes elevadas.

Abaixo, nuvens noctilucentes brancas/prateadas, fotografadas na Estônia:

E para encerrar, suas variações de cores:

As Tempestades Solares

Ontem o Fantástico apresentou uma matéria bem interessante sobre as tempestades solares. Isso porque na última quinta-feira a terra foi atingida por uma, e foi o evento geomagnético mais importante desde 2004.

Você deve estar pensando: e o que tem de interessante nisso?

Pois bem: se você não vive sem o celular ou está conectado por meio de um computador, saiba que uma tempestade solar interfere diretamente nos serviços de telefonia e internet, na queda de energia elétrica e pode danificar aparelhos eletrônicos, além de destruir satélites artificiais e interromper os sinais de GPS.

E como acontece uma tempestade solar?

São causadas por reações que ocorrem no núcleo do Sol, proporcionando a produção de uma grande quantidade de energia via fusão nuclear.

Com isso, acontece uma liberação de prótons e elétrons, que são atraídos e acumulados em outros campos magnéticos. Essa grande concentração de prótons e elétrons é que pode desencadear uma tempestade solar, liberando essas partículas superaquecidas por meio de explosões na superfície do Sol (e que ficam mais ativas quando o Astro-Rei termina um ciclo de atividade para iniciar outro ainda mais ativo).

Com isso, a radiação solar atinge o campo magnético e a atmosfera da terra, causando a destruição de satélites artificiais, interferência nos sinais de rádio do planeta, no transporte aéreo e outros danos que já citei no começo do texto.

Cientistas acreditam que essas explosões devem continuar ao longo dos próximos anos, e que o fenômeno da tempestade solar pode atingir seu pico em 2013, quando o Sol entra em um ciclo de alta atividade.

E para não dizer que não falei das flores, vale lembrar que as tempestades solares não causam só prejuízo, pois também podem desencadear belos espetáculos no céu, como por exemplo, as auroras polares.

Fonte: Brasil Escola

As Auroras Polares

Uma “rachadura” no campo magnético da Terra abriu caminho para mais um “evento luminoso” durante a noite de 27 de fevereiro, na Groelândia, formando um dos mais belos espetáculos naturais. Essas luzes, que podem ser observadas em determinados meses nos céus noturnos das regiões polares (perto do topo do mundo), são chamadas de “auroras”.

Em latitudes do hemisfério norte o evento é conhecido como Aurora Boreal, e em latitudes do hemisfério sul, Aurora Austral. Ambas são chamadas de Auroras Polares.

Particularmente, acho um dos fenômenos mais fantásticos do Universo, por isso aproveitei a oportunidade para fazer o primeiro post do blog falando brevemente sobre a notícia e e sobre as auroras.

Como as auroras se formam?

Simplificando: o composto de brilho ocorre em função do contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta Terra. Mas, tal fenômeno não é exclusivo da natureza: é também reproduzível artificialmente por meio de explosões nucleares ou em laboratório.

As auroras lembram uma cortina de luzes tremulando no céu. Às vezes elas parecerem tocar o chão, mas na verdade, a aurora mais baixa se forma a cerca de 100 km da superfície, pelo menos dez vezes mais alto do que a altitude alcançada por jatos comerciais.

Curiosidades:

Algumas vezes, todas as cores da Aurora Boreal aparecem ao mesmo tempo, enfeitando o céu em tons de laranja, lilás, verde e vermelho, como um arco-íris noturno. Outras vezes, a aurora boreal forma apenas um véu de luminosidade esverdeada que invade o céu. Não há duas Auroras Boreais iguais.

Os asiáticos acreditam que quem tenha visto a Aurora Boreal viverá feliz o resto da sua vida. (E eu não duvido!)

As auroras boreais produzem-se tanto no Inverno como no Verão, mas são invisíveis à luz do dia e, por isso, não se veem no Verão.

As épocas em que há mais probabilidades de vê-las são em Setembro – Outubro e Fevereiro – Março, a partir das 9 da noite, sendo que a melhor hora é por volta das 23:30.

O evento não é exclusivo da Terra! É possível observá-lo em outros planetas do sistema solar, como Júpiter, Saturno, Marte e Vênus.

E para terminar o post de hoje, um recente vídeo em time-lapse (imagens estáticas feitas a uma taxa de um quadro por segundo) do fenômeno, produzido em janeiro deste ano: